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Ecologia reprodutiva de Lutjanidae no litoral norte da Bahia, Brasil : contribuições ao manejo sustentável da pesca artesanal

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Ecologia reprodutiva de Lutjanidae no litoral norte da Bahia, Brasil : contribuições ao manejo sustentável da pesca artesanal

Santana, Iramaia de
 
DATE : 2016-01-22
UNIVERSAL IDENTIFIER : http://hdl.handle.net/11093/830
UNESCO SUBJECT : 2401.06 Ecología Animal ; 5102.08 Pesca ; 3105.10 Dinámica de las Poblaciones
DOCUMENT TYPE : doctoralThesis

ABSTRACT :

Os peixes vermelhos, Lutjanidae, são o grupo mais importante de peixes recifais capturados pela frota artesanal na costa nordeste do Brasil. Este longevo grupo de peixes demersais começaram a ser explotados massivamente durante as décadas de 50 e 60, com o objetivo de diversificar a decadente pesca de atuns e lagosta. Aqui, eu forneci ideias sobre a ecologia reprodutiva do ariacó (Lutjanus synagris (Linnaeus, 1758)), o paramirim (Rhomboplites aurorubens, (Cuvier, 1829)) e o vermelho do olho amarelo (Lutjanus vivanus, (Cuvier, 1828)), três das principais espécies alvo da família Lutjanidae na costa norte do estado da Bahia, Brasil e os e os impactos da pesca artesanal sobre estas espécies. Primeiro, eu descrevi alguns parâmetros populacionais, como a proporção sexual (SR), a relação peso-comprimento (WRL), o fator de condição (K) e padrões de distribuição espacial na área de amostragem. Eu encontrei que a proporção sexual esteve desviada a fêmeas em L. synagris e para machos nas demais espécies em comprimentos maiores que 30 cm e que a distribuição da proporção sexual indica ... [+]
Os peixes vermelhos, Lutjanidae, são o grupo mais importante de peixes recifais capturados pela frota artesanal na costa nordeste do Brasil. Este longevo grupo de peixes demersais começaram a ser explotados massivamente durante as décadas de 50 e 60, com o objetivo de diversificar a decadente pesca de atuns e lagosta. Aqui, eu forneci ideias sobre a ecologia reprodutiva do ariacó (Lutjanus synagris (Linnaeus, 1758)), o paramirim (Rhomboplites aurorubens, (Cuvier, 1829)) e o vermelho do olho amarelo (Lutjanus vivanus, (Cuvier, 1828)), três das principais espécies alvo da família Lutjanidae na costa norte do estado da Bahia, Brasil e os e os impactos da pesca artesanal sobre estas espécies. Primeiro, eu descrevi alguns parâmetros populacionais, como a proporção sexual (SR), a relação peso-comprimento (WRL), o fator de condição (K) e padrões de distribuição espacial na área de amostragem. Eu encontrei que a proporção sexual esteve desviada a fêmeas em L. synagris e para machos nas demais espécies em comprimentos maiores que 30 cm e que a distribuição da proporção sexual indica segregação o sexual no gênero Lutjanus e aleatória em Rhomboplites, um primeiro sinal de agregação para a posta. Quando eu examinei a relação peso-comprimento, populacionalmente e para todas as espécies, eu encontrei uma relação alométrica negativa, que significa que indivíduos pequenos tem diferente condições que os grandes e que primeiro o investimento é em crescer que aumentar em peso. Também, eu encontrei que o fator de condição foi o principal fator de agregação na área de amostragem. Depios disto, eu descrevi a ecologia reprodutiva das fêmeas baseando-me em modernos protocolos de histologia e análise de imagem. Em particular, busquei predizer os impactos da pesca sobre a população de fêmeas maduras e conhecer, não somente o potencial reprodutivo e a temporalidade reprodutiva das espécies, mas também gerar informação aplicável e viável para o manejo dos recurso. Aa escala ciclo de vida de temporalidade foi estimada com base a idade de primeira maturação (R. aurorubens 16 cm, Lutjanus 18 cm) e a escala anual foi descrita usando-se o índice gonadossomático (GSI) e histologia. A prevalência de fêmeas em capacidade de posta e os valores do GSI indicaram que a época de posta destas espécies é longa, indo de agosto a abril em Lutjanus e de outubro a abril em Rhomboplites. Comparações com metodologia de dados morfológicos e histológicos foram realizadas, as quais indicaram que o primeiro tipo de dado não foi capaz de descrever o ciclo reprodutivo dos vermelhos. Para L. vivanus, foi necessário o uso de uma validação adicional através do uso da distribuição de frequência do diâmetro dos ovócitos em vitelogênese, do número de ovócitos em desenvolvimento secundário (NDO) e do número relativo de ovócitos em desenvolvimento secundário (NDOr), porque o uso das fases de desenvolvimento gonadal não foi aplicável, posto que cada mês esteve composto por mais de 50% de fêmeas na fase capaz de pôr. Histologicamente, as gônadas de Lutjanidae demonstraram os diferentes estágios de desenvolvimento gonadal encontrados em espécies de desova pelágica, incluindo núcloes migratórios, coalescência e hidratação. Três estágios de folículos pós-ovulatórios (recente, intermediários e antigos) e dois estágios de atresia (alpha e beta) foram bem diferenciados, ademais de estruturas císticas de folículos hidratados, nematódeos e cestódeo. Na escala intrasazonal, eu encontrei que a fração de posta foi de 0,18 (L. vivanus, com intervalo de posta de 4,6 dias) a 0,27 (L. synagris e R. aurorubens e L. synagris, com intervalo de posta de 3,4 dias), o equivalente a um período de posta individual de aproximadamente dois meses. A estratégia de recrutamento para a posta foi apresentada por primeira vez para a assembleia: assincrônica no começo da estação reprodutiva (L. synagris e R. aurorubens) e sincrônica durante o período de posta para todas as espécies. O tipo de fecundidade foi determinada por estereologia. Os resultados demonstraram que estas espécies são desovantes por lote de fecundidade indeterminada que apresentam desenvolvimento ovariano assincrônico. A principal influência maternal sobre a produção de ovos foram o comprimento e o peso, indicando que fêmeas maiores e em melhor condição são as mais fecundas e, que os principais fatores sazonais relacionados com a fecundidade foram as fases da lua e as estações segundo o ritmo das chuvas.A fecundidade anual da assembleia esteve entre 1 a 19 milhões de ovos (L. synagris e R. aurorubens) e de 34 a 55 milhões de ovos hidratados, o que define estas espécies como altamente fecundas. No entanto, é importante salientar que este fato, per se, não garante resiliência contra a exploração. No Brasil, somente uma espécie da família Lutjanidae (L. purpureus) tem uma política de proteção e, atentando aos meus resultados, medidas de gestão para as estudadas no Litoral Norte da Bahia são fornecidas. Como encontrei que os picos de postas de Lutjanidae coincidem com os picos das águas mais quentes no nordeste brasileiro e, portanto, mais ricas e em melhores condições ao assentamento das larvas, eu indiquei que a melhor alternativa para este recurso deveria ser a delimitação de períodos de defeso biológico. Finalmente, eu também considerei que o esforço temporal e geográfico feito pela embarcação padrão utilizada para as amostragens neste trabalho, seguiu um modelo que variou muito pouco e está fundamentada no conhecimento ecológico tradicional dos pescadores, e, portanto, os resultados deste trabalho, juntamente com o conhecimento dos pescadores deveriam ser integrados para definir as estações de defeso, com o intuito de proteger diferentes fases de capacidade de posta e de condição das fêmeas. [-]

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